Goya e Iberê Camargo (Paralelos)


" A pintura deve desafiar o espectador [...] e o espectador, surpreendido, deve ir ao encontro dela como se entrasse em uma conversa." Roger de Piles, 1676


Iberê Camargo - Desenhos
Mais de dois séculos separam estes dois geniais artistas, e ainda assim podemos perceber uma "similaridade" mais que pictórica ideológica.

Há neles uma espécie de almas gêmeas. Linhas fortes, gestos rápidos e precisos. Como dizia Iberê: "Faço uma pintura que morde". Artistas engajados em seu tempo, da ordem à desordem, da superfície ao abismo.

O eterno drama da existência humana. Assim como Goya, basicamente em suas gravuras, satirizava a hipocrisia social, o clero, as guerras...


         "Goya - Locos"                            Detalhe de "Iberê - A Idiota"


"Goya - Aun Aprendo"                       "Iberê - Desenho"

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Detalhe de "Goya - O enfeitiçado"          "Iberê - Motociclistas"
                          
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"Goya - El espejo indiscreto"                         "Iberê - Desenho"


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Iberê também o fez em as Idiotas, as manequins etc. Ora, ninguém é ingênuo em pensar que Iberê Camargo enquanto pintava, pensava em Goya ."O artista desvia-se dos seus precursores (de Goya principalmente) para cair no seu próprio abismo feito das contradições entre a vontade de existir singularmente e a dor dessa existência." Iberê Camargo.

Eu poderia traçar o mesmo paralelo com outros magistrais pintores, El Greco, Daumier, Rembrandt, Velazquez, e os desenhos de Alberto Giacometti entre outros.

 
"Goya - Disparate de Miedo"




"Iberê - Solidão"


                "Goya - La Lealtad"         "Iberê - Tudo te é falso e inútil II"
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"Goya - Aquelarre, Sabbath das Bruxas"                   "Iberê - Desenho"


      "Goya - Cruel Lastima        "Iberê - No vento e na terra II"

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Enfim, o inimigo da arte é o mau pintor, o grande artista é sobretudo atemporal. A obra de arte define-se por si mesma,  pela sua presença.

Montagem sobre telas de Goya e fotografia de Iberê

O misterioso cão de Goya e o famoso gato Martim de Iberê Camargo. 

Como dizia Rilke em Cartas a um jovem poeta (1976, p. 21) "As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos suscetíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, - seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efêmera."

“A imagem é maior que a palavra“
                                                     Lou Borghetti

IBERÊ CAMARGO E A MINHA FORMAÇÃO


Iberê Camargo - Retrato de Elizethe Lou Borghetti, acrílica sobre tela 56 x 46 cm, 1984 

Ninguém ensina ninguém a ser artista.

Conheci Iberê em 1980. Ele voltara a morar em Porto Alegre, vindo do Rio de Janeiro, com uma mostra na Galeria do Centro Comercial Azenha. Naquela época eu não conhecia de perto sua pintura. Passei em frente a galeria e me deparei com uma tela grande, escura e muito dramática. Pensei: não gosto, vou embora. Andei uns metros, voltei. Parei novamente, olhando a tela através do vidro e novamente meus pensamentos eram de como alguém pode pensar algo assim, pintar assim, eu não teria esta tela em minha casa, ou teria? Olhei para dentro da galeria, com pouca gente, num pequeno espaço expositivo bem acolhedor. Entro, não entro, entro, só pra ver a tela sem o vidro e ter certeza de que não gosto. Entrei, pensei, mas quem é esse pintor que de tão forte e corajoso me provoca tanta sensação de desconforto, mas ao mesmo tempo não consigo parar de olhar. Não tive dúvida, perguntei: Quem é o pintor? E um senhor alto, atencioso e muito gentil se aproximou e disse: Sou eu. Ah, desculpe, eu posso ser franca? - Claro. - Não gosto da sua pintura, me aflige muito.
E ele do alto de sua extrema gentileza disse: Nem eu, acabo de encontrar uma pessoa sincera.





Iberê Camargo - Obras

Grande homem, grande mestre, um pintor internacional.
Durante alguns anos convivi como aluna e assistente do Iberê e amiga de Maria Camargo, por quem tenho profunda estima e admiração.


Carta de Iberê Camargo
"Querida Elizethe, já estás matriculada como aluna vitalícia. Muito carinho, Iberê."


Lou Borghetti e Iberê Camargo

A grande lição que tive naquela noite em 1980 foi: Não se pode julgar um artista por uma obra, é preciso ver a obra toda, do inicio ao fim. No caso específico de Iberê, conhecer o processo criativo é fundamental. Talvez eu tenha apreendido a pintar só olhando seu processo único e genuíno.
Iberê trabalhava, dia e noite na mesma tela, dezenas de telas, quantidades de tinta de altíssima qualidade, tubos e mais tubos, raspados e jogados sem piedade no lixo. Recomeçava. Mais tinta, mais esforço físico e mental, e lá ia novamente o artesão obcecado na busca incansável da forma.






INFLUÊNCIAS, APRÈS E APRENDIZADO








É comum perguntar a um artista como se deu seu aprendizado, e quem foram seus "mestres". No meu caso tive alguns bons e grandes mestres. Dois deles brasileiros: litogravura e aquarela estudei com Danúbio Gonçalves. Desenho e pintura com Iberê Camargo, e por falar em Iberê, é bom citar um trecho do livro de Lisette Lagnado “Conversações com Iberê Camargo” onde ele mesmo responde a essa famosa pergunta na página 21:

"Seu aprendizado se fez através de cópias (Vermeer, El Greco, Rubens...). No entanto, o artista deve procurar a si mesmo para produzir um testemunho singular. Como conciliar essas direções, olhar para os "mestres" sem se curvar diante de sua magnitude e fazer meros pastiches?

- Meu aprendizado não se fez apenas através de cópias de grandes mestres. Embora não tenha - graças a Deus! - cursado uma academia de arte, na juventude frequentei ateliês de mestres, na Europa. O conhecimento, uma sólida cultura plástica como a entendo, jamais poderá sufocar a originalidade de um artista, se ele realmente a tem. Conheci em Paris, um escultor brasileiro, bolsista, que não frequentava museus para não perder a personalidade, esquecendo, talvez, que só se perde o que se tem. Mo Museu do Prado, encontram-se, lado a lado, cópias e originais de mestres: Delacroix après Rubens; après Tiziano. Cézanne estudava os velhos mestres. A sua meta era refaire Poussin sur nature."






Elizethe Lou Borghetti por Iberê Camargo, desenhos

Cow Parade - Porto Alegre

O maior e muito bem sucedido evento de arte pública no mundo chegou a Porto Alegre. A convite do jornal Zero Hora, fui fazer uma visita, muito bem acompanhada, pelas vacas espalhadas pela cidade. Vocês podem conferir no vídeo abaixo.




Fonte: http://mediacenter.clicrbs.com.br/zerohora-player/49/player/145914/tour-para-ver-as-vacas/1/index.htm

Exposição A FERRO E FLOR - Entrevista

Entrevista com Katia Suman no programa Camarote TVCOM do canal 36 de Porto Alegre - Lançamento da exposição de fotografias "A Ferro e Flor".



Mais informações sobre a exposição no site: www.borghetti.com.br

Releitura Parte II: van Gogh X Millet


van Gogh (1853-1890) tinha em Jean F. Millet (1814-1875) seu grande ídolo. Sua admiração por Millet era tamanha que pintou, a sua maneira, mais de 10 pinturas todas baseadas nas obras do mestre.



van Gogh acreditava que "sempre se aprende e se encontra consolo e companhia na obra de outro (autor)".
A arte é um mundo poderoso e de infinitas possibilidades. É preciso paixão e dedicação.











Releitura Parte I: Picasso e as meninas de Velázquez

Las Meninas (1656), Diego Velázquez

Pablo Picasso costumava frequentar o Museu do Prado com a intenção, quase única, de ver a grande tela de Diego Velázquez.
Ficava horas olhando e desenhando. O resultado foram 44 pinturas e centenas de desenhos todos baseado na grande pintura Las Meninas.


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É bem comum mestres do presente, ou do passado recente, olharem os grandes que os antecederam e a partir de suas obras criarem novas - uma espécie de releitura.
Picasso fez o mesmo com a tela Almoço na Relva de Manet, entre outros.
E por falar em Las Meninas, lembro da pergunta que tantas vezes fiz a mim mesma:
Mas afinal porque essa emblemática pintura é tema sempre recorrente de pintores contemporâneos?
Seria a composição em uma escala de grandeza, as cores, o tema, a perfeição do todo, o pintor presente na tela ligeiramente afastado a pintar outra tela, ou seria a própria,...? É tudo isso aliado a sensação de incógnita magia que a tela emana e nos seduz.
Michel Foucault faz um relato magnífico desta obra no livro As palavras e as Coisas: uma arqueologia das ciências humanas; Capítulo 1 - Las Meninas.
Fica aí a dica.


A infanta e Aglaupi, Lou Borghetti. (Releitura a partir de Velázquez e Picasso)

LINGUAGEM PLÁSTICA - INSPIRAÇÃO TAMBÉM É PESQUISA

O trabalho de Eduardo Berliner, artista jovem e conceituado, mostra que a arte contemporânea ainda se utiliza das mesmas ferramentas dos antigos e clássicos pintores.
A diferença é apenas no modo de execução, a forma é nova, não convencional.

É frequente a pergunta dos meus alunos sobre o ato criativo, desenvolvimento de uma linguagem pessoal, cartela de cores, etc.

Aqui é possivel ver claramente que um artista não cria nada do nada. Seleciona imagens do cotidiano que lhe chama atenção, recorta, remonta, fixa na parede. O uso constante do sketchbook com rápidos desenhos aquarelados, nanquin, etc.

Pesquisa de cores e pinceladas próprias. O uso do modelo vivo, ainda que apenas para fotografar e posteriormente servir de tema para uma pintura. É importante notar que a "pose" da modelo e do cão sai completamente dos padrões conhecidos e aí está o mote, o diferencial: "linguagem própria".
Quando dizemos que inspiração é 10% e os outros 90% é transpiração, é isso. Muito trabalho, pesquisa, desenho, mais desenho, recortes de jornais e revistas e foto-montagens. Pintar e repintar tantas vezes quanto forem necessárias, até que o resultado esteja bom.

Bom apenas, o melhor, aquele perfeito... será quem sabe no próximo. E assim seguiremos fazendo e transformando eternamente.

Esse post meio didático tem endereço certo, aos meus alunos e a todos que tenham interesse ou apenas curiosidade.


A POLÊMICA AÇÃO DO CONSAGRADO PINTOR ROBERT RAUSCHENBERG

Alguém já disse que pensar é transgredir.
A arte sempre foi palco de transgreções e polêmicas.
A cada ação uma reação.
PROPONHO QUE OLHEM OS TRÊS VIDEOS, de modo especial o de N.3: RAUSCHENBERG ERASED DE KOONING.
Deem sua opinião, afinal é próprio do ser humano buscar respostas, conceitos, rótulos, coisas do tipo: GOSTO, NÃO GOSTO, BOM, RUIM, VERDADEIRO, FALSO, DIVERTIDO, SÉRIO, VANDALISMO, CRIAÇÃO, CORAJOSO, CORDATO e por aí vai: PRÓ x CONTRA.
Vamos POLEMIZAR...

N.1
UM POUCO DA OBRA DE ROBERT RAUSCHENBERG
Robert Rauschenberg (Port Arthur, Texas), 22 de Outubro de 1925 - Flórida, 12 de Maio de 2008) foi um artista do Expressionismo abstrato e Pop art.
Rauschenberg estudou no Kansas City Art Institute, na Academie Julian em Paris, e com Josef Albers no Black Mountain College na Carolina do Norte, antes de se fixar em Nova York, onde estudou no Art Students League of New York e onde desenvolveu relações mais profundas com Cy Twombly, Jasper Johns , John Cage, e Merce Cunningham.

Fonte: ROBERT RAUSCHENBERG. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Rauschenberg






N.2
UM POUCO DA OBRA DE WILLIAN DE KOONING

Willem de Kooning (Rotterdam, 24 de Abril de 1904 — Long Island, 19 de Março de 1997) foi um pintor neerlandês do expressionismo abstrato.







N.3
A AÇÃO TRANSGRESSORA DE RAUSCHENBERG






Sugestão de Leitura:

TRIGO, Luciano. A grande feira: uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea. Rio de Janeiro: Record, 2009.

A POLINÉSIA DE PAUL GAUGUIN E SUAS ILHAS PARADISÍACAS

Penso que para o viajante a viagem tem três momentos distintos:
A espera: o sonho, a expectativa a preparação.
A chegada: a realização, o encantamento, os desconfortos, as descobertas, andar, andar e mais andar, registrar e documentar.
A volta: as lembranças, o devaneio nas fotos, cada qual com sua história, nostalgia e alegria por mais uma conquista.


Cada lugar com suas peculiaridades, suas características próprias...


Tahiti & Polinésia Francesa, situada no meio do pacifico sul, bem mais conhecida pelas ilhas paradisíacas, Morea, Bora Bora, Tetiaroa.... Um lugar mágico, uma experiência única. Porém, em mim ficou na memória as pinturas de Paul Gauguin.
Andar por lugares onde não há turistas é perceber pinturas vivas, Gauguin está lá. Em seu penoso exercício de liberdade Gauguin deixa Paris (1891) rumo ao Tahiti numa busca sincera e vivida daquilo que ele chamou "a grande realidade fundamental: a natureza".
Pintou a natureza, as mulheres, o colorido do povo nativo. Suas telas coloridas e quentes inspiram amor, ternura, mas também solidão. Uma vida torturada e sofrida, doente sifilítico. Aliás, ao que tudo indica, foi ele quem levou a doença para lá.
Morreu nas Ilhas Marquesas em 1903. Seu legado de magistral pintor está em suas pinturas espalhadas pelos melhores museus do mundo, a grande maioria na França, menos no Thaiti. Que ironia.
Em Papeete,capital do Tahiti existe um pseudo museu Gauguin, com algumas reproduções mal feitas sobre a obra dele e nem um original. Bizarro eu diria. Voilá, Gauguin permanece.
É olhar as pessoas e a natureza e ver pintura, conforme as minhas fotos justapostas as pinturas de Gauguin. Incrível não?


Paul Gauguin - Duas taitianas com flores de manga


Paul Gauguin - Mulheres de Taiti na praia

KAREL APPEL

Vamos navegar por terras estrangeiras. Grandes mestres da pintura universal.
Falar de Karel Appel é falar de pintura pura, além de genial talento, coragem e determinação.
Esses dois videos são "um soco no estomago", grande aula. Lucidez e loucura na medida certa.
Confiram.

Mais também no site: http://www.karelappelfoundation.com/

UM OLHAR ATENTO NA ARTE DE HOJE

ARTISTAS E OBRAS

É comum as pessoas se perguntarem : o que está acontecendo no mundo das artes plásticas?
Será que os artistas contemporâneos, além das "instalações" ainda usam tintas, pincéis, telas, desenhos,aquarelas etc.?
Sim, muita gente de alta qualidade criativa e técnica continuam trabalhando arduamente em seus estúdios.
Costumo dizer que de todas as artes a mais solitária é disparado a PINTURA.
É o artista fechado em seu espaço num embate permanente em busca da melhor solução para seu trabalho.
Uma luta permanente entre o pensamento criativo e o ato de pintar. A busca ansiosa pela cor e a forma exata,e que nem sempre resulta naquilo que o artista se propõe. Fazer e refazer tantas vezes quanto for necessário numa eterna busca de algo verdadeiro e genuíno.
A intenção deste Blog é também mostrar quem e o que andam fazendo artistas brasileiros e estrangeiros.
Começo com Lucia Laguna, artista carioca que despontou no cenário artístico brasileiro com mais de 50 anos e hoje é referencia.
Confira você mesmo.



Mais também no site: http://www.dripbook.com/lucia_laguna/style/painting/#167529

Workshop Herton Roitman no Atelier


Anualmente o Atelier Lou Borghetti convida um artista para trabalhar novas propostas. Este ano, Herton Roitman, artista gaúcho radicado em São Paulo propôs ao grupo um trabalho de "efeitos especiais" com o uso de materiais diversos tais como panos coloridos, papéis impressos, pintura, entre outros. O tema proposto foi a figura humana fazendo uma referência a Gustav Klimt.


Fotografia

70 X 100 cm

70 X 100 cm

70 X 100 cm

70 X 100 cm

70 X 100 cm


Lupa, tempo e memória

"Pegar um microscópio composto e perceber que a sua gota de vinho é no fundo um mar vermelho, que a poeira da asa das borboletas é uma plumagem de pavão, o bolor um campo de flores e a areia uma porção de pedras preciosas. "
A terra e os devaneios do Repouso, Gaston Bachelar, [La vie de Fixlein]

Fotografo como uma pintora. Percebo “pinturas” nas paredes, muros, madeiras de casas antigas, ferrugem, troncos de árvores e raízes. O detalhe está próximo e presente, vivo e colorido. Resgato e me aproprio destes fragmentos de cores, contrastes, texturas oxidadas, compostas e decompostas. A beleza está onde aparentemente não há beleza.

A ação do tempo é sutil, não se percebe, mas segue deixando marcas. São essas marcas, testemunhas do tempo em andamento, que busco captar. A alquimia do tempo na matéria original. Durante anos tenho fotografado o casco de um navio aportado no cais de Porto Alegre. O lugar é ermo, cemitério de navios. O navio, que leva o nome de Bernardino Caballero, já não serve às suas reais funções, está ali silencioso e imponente.

Uma pequena casinha de madeira, refúgio e lar de meus avós, está registrada em uma velha fotografia, encontrada em minha gaveta de guardados. Olhando-a me dou conta que já não é real. Porém, perpetua a imagem projetada, que, no entanto, decodifico pelos meus significados intrínsecos, subjetivos – arquétipos humanos. A casa existiu um dia, e foi fotografada com a intenção de registrar aquele momento, daquele espaço, naquelas condições.

São abstrações do nosso cotidiano: o mistério do tempo em ação. Sempre que estou capturando imagens coloridas e corroídas, percebo, além das formas e cores, a dimensão humana, a ação inexorável do tempo. Tanto faz estar o navio aqui ou em qualquer outro lugar, seu destino seria o mesmo, parte de um processo de finitude, envelhecimento e morte. Na memória depositamos a captura de um momento. Através dela deslocamos o tempo. Ali existe história, abandono, segredos e silêncio. A imagem é desconstruída e reconstruída infinitamente. O visível e a transcendência, o passado que se interpõe ao presente e projeta um outro futuro.

“A universalidade da arte é a universalidade do objeto, real e visível.” (Waldemar Cordeiro)

Lou Borghetti

Meu atelier

Lya Luft e Lou Borghetti




Fazendoarte

A inspiração é um dobermann correndo atrás de você.

Crie seu objeto enlouquecido. Como sugestão:



Fonte: HOLM, Anna Marie. Fazer e pensar arte. São Paulo: Museu de Arte Moderna, 2005.

Meu Debut




Começo hoje esta genial ferramenta. Quero que seja divertida, interativa, séria tipo preto no branco mas sem perder as nuances. O foco é claro, Arte, de todas as formas e modos. Fotografias, pinturas, textos, pesquisas, brincadeiras, processos, músicas, cinema, teatro, curiosidades e por aí vai... Conto com a participação de todos de uma forma muito descontraída e sincera.