A POLÊMICA AÇÃO DO CONSAGRADO PINTOR ROBERT RAUSCHENBERG

Alguém já disse que pensar é transgredir.
A arte sempre foi palco de transgreções e polêmicas.
A cada ação uma reação.
PROPONHO QUE OLHEM OS TRÊS VIDEOS, de modo especial o de N.3: RAUSCHENBERG ERASED DE KOONING.
Deem sua opinião, afinal é próprio do ser humano buscar respostas, conceitos, rótulos, coisas do tipo: GOSTO, NÃO GOSTO, BOM, RUIM, VERDADEIRO, FALSO, DIVERTIDO, SÉRIO, VANDALISMO, CRIAÇÃO, CORAJOSO, CORDATO e por aí vai: PRÓ x CONTRA.
Vamos POLEMIZAR...

N.1
UM POUCO DA OBRA DE ROBERT RAUSCHENBERG
Robert Rauschenberg (Port Arthur, Texas), 22 de Outubro de 1925 - Flórida, 12 de Maio de 2008) foi um artista do Expressionismo abstrato e Pop art.
Rauschenberg estudou no Kansas City Art Institute, na Academie Julian em Paris, e com Josef Albers no Black Mountain College na Carolina do Norte, antes de se fixar em Nova York, onde estudou no Art Students League of New York e onde desenvolveu relações mais profundas com Cy Twombly, Jasper Johns , John Cage, e Merce Cunningham.

Fonte: ROBERT RAUSCHENBERG. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2010. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Rauschenberg






N.2
UM POUCO DA OBRA DE WILLIAN DE KOONING

Willem de Kooning (Rotterdam, 24 de Abril de 1904 — Long Island, 19 de Março de 1997) foi um pintor neerlandês do expressionismo abstrato.







N.3
A AÇÃO TRANSGRESSORA DE RAUSCHENBERG






Sugestão de Leitura:

TRIGO, Luciano. A grande feira: uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea. Rio de Janeiro: Record, 2009.

A POLINÉSIA DE PAUL GAUGUIN E SUAS ILHAS PARADISÍACAS

Penso que para o viajante a viagem tem três momentos distintos:
A espera: o sonho, a expectativa a preparação.
A chegada: a realização, o encantamento, os desconfortos, as descobertas, andar, andar e mais andar, registrar e documentar.
A volta: as lembranças, o devaneio nas fotos, cada qual com sua história, nostalgia e alegria por mais uma conquista.


Cada lugar com suas peculiaridades, suas características próprias...


Tahiti & Polinésia Francesa, situada no meio do pacifico sul, bem mais conhecida pelas ilhas paradisíacas, Morea, Bora Bora, Tetiaroa.... Um lugar mágico, uma experiência única. Porém, em mim ficou na memória as pinturas de Paul Gauguin.
Andar por lugares onde não há turistas é perceber pinturas vivas, Gauguin está lá. Em seu penoso exercício de liberdade Gauguin deixa Paris (1891) rumo ao Tahiti numa busca sincera e vivida daquilo que ele chamou "a grande realidade fundamental: a natureza".
Pintou a natureza, as mulheres, o colorido do povo nativo. Suas telas coloridas e quentes inspiram amor, ternura, mas também solidão. Uma vida torturada e sofrida, doente sifilítico. Aliás, ao que tudo indica, foi ele quem levou a doença para lá.
Morreu nas Ilhas Marquesas em 1903. Seu legado de magistral pintor está em suas pinturas espalhadas pelos melhores museus do mundo, a grande maioria na França, menos no Thaiti. Que ironia.
Em Papeete,capital do Tahiti existe um pseudo museu Gauguin, com algumas reproduções mal feitas sobre a obra dele e nem um original. Bizarro eu diria. Voilá, Gauguin permanece.
É olhar as pessoas e a natureza e ver pintura, conforme as minhas fotos justapostas as pinturas de Gauguin. Incrível não?


Paul Gauguin - Duas taitianas com flores de manga


Paul Gauguin - Mulheres de Taiti na praia

KAREL APPEL

Vamos navegar por terras estrangeiras. Grandes mestres da pintura universal.
Falar de Karel Appel é falar de pintura pura, além de genial talento, coragem e determinação.
Esses dois videos são "um soco no estomago", grande aula. Lucidez e loucura na medida certa.
Confiram.

Mais também no site: http://www.karelappelfoundation.com/

UM OLHAR ATENTO NA ARTE DE HOJE

ARTISTAS E OBRAS

É comum as pessoas se perguntarem : o que está acontecendo no mundo das artes plásticas?
Será que os artistas contemporâneos, além das "instalações" ainda usam tintas, pincéis, telas, desenhos,aquarelas etc.?
Sim, muita gente de alta qualidade criativa e técnica continuam trabalhando arduamente em seus estúdios.
Costumo dizer que de todas as artes a mais solitária é disparado a PINTURA.
É o artista fechado em seu espaço num embate permanente em busca da melhor solução para seu trabalho.
Uma luta permanente entre o pensamento criativo e o ato de pintar. A busca ansiosa pela cor e a forma exata,e que nem sempre resulta naquilo que o artista se propõe. Fazer e refazer tantas vezes quanto for necessário numa eterna busca de algo verdadeiro e genuíno.
A intenção deste Blog é também mostrar quem e o que andam fazendo artistas brasileiros e estrangeiros.
Começo com Lucia Laguna, artista carioca que despontou no cenário artístico brasileiro com mais de 50 anos e hoje é referencia.
Confira você mesmo.



Mais também no site: http://www.dripbook.com/lucia_laguna/style/painting/#167529

Workshop Herton Roitman no Atelier


Anualmente o Atelier Lou Borghetti convida um artista para trabalhar novas propostas. Este ano, Herton Roitman, artista gaúcho radicado em São Paulo propôs ao grupo um trabalho de "efeitos especiais" com o uso de materiais diversos tais como panos coloridos, papéis impressos, pintura, entre outros. O tema proposto foi a figura humana fazendo uma referência a Gustav Klimt.


Fotografia

70 X 100 cm

70 X 100 cm

70 X 100 cm

70 X 100 cm

70 X 100 cm


Lupa, tempo e memória

"Pegar um microscópio composto e perceber que a sua gota de vinho é no fundo um mar vermelho, que a poeira da asa das borboletas é uma plumagem de pavão, o bolor um campo de flores e a areia uma porção de pedras preciosas. "
A terra e os devaneios do Repouso, Gaston Bachelar, [La vie de Fixlein]

Fotografo como uma pintora. Percebo “pinturas” nas paredes, muros, madeiras de casas antigas, ferrugem, troncos de árvores e raízes. O detalhe está próximo e presente, vivo e colorido. Resgato e me aproprio destes fragmentos de cores, contrastes, texturas oxidadas, compostas e decompostas. A beleza está onde aparentemente não há beleza.

A ação do tempo é sutil, não se percebe, mas segue deixando marcas. São essas marcas, testemunhas do tempo em andamento, que busco captar. A alquimia do tempo na matéria original. Durante anos tenho fotografado o casco de um navio aportado no cais de Porto Alegre. O lugar é ermo, cemitério de navios. O navio, que leva o nome de Bernardino Caballero, já não serve às suas reais funções, está ali silencioso e imponente.

Uma pequena casinha de madeira, refúgio e lar de meus avós, está registrada em uma velha fotografia, encontrada em minha gaveta de guardados. Olhando-a me dou conta que já não é real. Porém, perpetua a imagem projetada, que, no entanto, decodifico pelos meus significados intrínsecos, subjetivos – arquétipos humanos. A casa existiu um dia, e foi fotografada com a intenção de registrar aquele momento, daquele espaço, naquelas condições.

São abstrações do nosso cotidiano: o mistério do tempo em ação. Sempre que estou capturando imagens coloridas e corroídas, percebo, além das formas e cores, a dimensão humana, a ação inexorável do tempo. Tanto faz estar o navio aqui ou em qualquer outro lugar, seu destino seria o mesmo, parte de um processo de finitude, envelhecimento e morte. Na memória depositamos a captura de um momento. Através dela deslocamos o tempo. Ali existe história, abandono, segredos e silêncio. A imagem é desconstruída e reconstruída infinitamente. O visível e a transcendência, o passado que se interpõe ao presente e projeta um outro futuro.

“A universalidade da arte é a universalidade do objeto, real e visível.” (Waldemar Cordeiro)

Lou Borghetti